Caldas Novas - Segunda-feira, 06 de fevereiro de 2012
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A Fundação do Arraial das Caldas Novas
Durante toda a primeira metade do século 19, ao mesmo tempo em que pessoas enfermas procuravam as Caldas, a população também foi crescendo. Famílias de diversos lugares, especialmente de Minas Gerais e São Paulo, estabeleceram-se na região. Em 1840, foi a vez de Luís Gonzaga de Menezes chegar ao local. Após se casar com Rita Parreira, Menezes se instalou na região. A reunião dos dois patrimônios o tornou um homem muito poderoso, mas, sobretudo, preocupado e responsável.
Ao visitar o Arraial que existia então, conhecido como Quilombo, Luís Gonzaga de Menezes ficou abalado com a miséria predominante. Tomou a decisão de promover a mudança da situação. Em 1848, quando os herdeiros do tenente Coelho, Antônio Coelho de Siqueira, venderam seus direitos para Domingos José Ribeiro, Luís Gonzaga de Menezes associou-se a este para impulsionar a criação de um núcleo populacional.




Do arraial à vila
Aos poucos, o arraial foi se expandindo. E não foi só em volta da igreja. Uma rua paralela foi traçada ao lado das fontes termais, onde foi construída a casa paroquial, no mesmo alinhamento de outras casas de particulares. O movimento de tropas de boiadas e comitivas foi aumentando e logo começou a funcionar uma barca no porto do Limoeiro (entre Corumbaíba e Caldas Novas).
Entretanto, havia limitações de transporte, pelo fato de não se ter uma ponte sobre o rio Corumbá. A necessidade dessa ponte era sentida até em Santa Cruz, mas afligia mais Caldas Novas que, sem ela, era um fim de linha ao qual só se podia chegar normalmente por Morrinhos.
A figura mais expressiva dessa época foi o coronel Luís Gonzaga de Menezes, que ao final ficou no esquecimento. Diz Juca de Godoy: “Faleceu Luís Gonzaga de Menezes em 27 de dezembro de 1874, tendo sido sepultado dentro do templo”. Porém, o CONSTRUTOR de Caldas Novas permanece olvidado.


Do Projeto à Construção, uma saga
Os cálculos preliminares, o levantamento topográfico, bem como o projeto, foram sugeridos por Juca de Godoy. Mas um engenheiro francês, com grande experiência na construção de obras de arte, foi encarregado da obra e confirmou todos os cálculos. A ponte pênsil São Bento, com 200 metros de extensão, foi inaugurada em 31 de janeiro de 1920.
O cimento portland utilizado, bem como o ferro das estruturas e os cabos de sustentação, vieram da Inglaterra. Quase todos os operários vieram de fora, já que não havia mão-de-obra qualificada na região. Todo o transporte de material ainda foi feito em carros de boi. Além disso, o coronel teve que adquirir as terras nas duas margens do rio, pertencentes ao barqueiro Romano, que tinha o direito de passagem.
Na inauguração da ponte, foram montados ranchos para o churrasco, com direito a banda de música e foguetes. A madrinha da ponte foi a filha do coronel Bento e mulher de José Gumercindo Márquez Otero, Maria Aparecida. E o coronel ainda reservou uma surpresa para seus convidados.
Depois da bênção e inauguração solene, ele fez uma pequena boiada de 40 cabeças atravessar livremente a ponte como demonstração de solidez. Gradualmente, a ponte foi dotada de todos os recursos possíveis: casa de administrador, curral, rego d'água, e ranchos para tropeiros, carreiros e boiadeiros. As diligências funcionavam perfeitamente. Até uma linha telefônica foi instalada na ponte. Um ano depois era inaugurada a estrada até Ipameri.



Referencia bibliográfica:
Águas thermaes de Caldas Novas - ( Dr. Orosimbo Correia Neto – 1918)
As Fabulosas águas quentes de - Caldas Novas – Taylor Oriente
Caldas Novas, Ontem e Hoje – Ana Cristina Elias / 1994.
Caldas Novas a nossa cidade - (Cartilha) –.Magali Izuwa / 2003.
Caldas novas da mineração ao turismo - ( Ricardo Cassiano 1988)
Mistérios Das Águas Azuis – ( Maria Cândida de Godoy 1993)
Historias e Estórias de Caldas Novas - (Jose Theophilo de Godoy 1978)

 

 

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